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A MISSÃO DE HEADLINE – MANIFESTO POR UM JORNALISMO MAIS LIVRE E MAIS INDEPENDENTE

Profissionais da fotografia estão entre os mais prejudicados pela crise dos veículos de informação mainstream

Vivemos uma nova era de extremos. Ao longo dos últimos 30 anos, a globalização e a revolução digital levaram a avanços sociais, econômicos e polí­ticos a regiões desprovidas do Brasil e do mundo, da América Latina à África e Ásia, portando esperanças de sociedades mais igualitárias. A dura realidade, entretanto, é que não raro também multiplicaram a desigualdade e as crises políticas, econômicas, financeiras e humanitárias.

Afinal, qual é o lugar de pessoas, de todos os gêneros, raças, nacionalidades ou credos, à margem da era digital e deixados à beira da estrada para o futuro? Como não enxergar nesse esquecimento, por governos e pelos mercados, as raí­zes de revoltas populares que marcaram a década, dos Indignados aos Coletes Amarelos, passando pela Primavera Árabe ou por Junho de 2013 no Brasil? Como não reconhecer que os movimentos de contestação contemporâneos, herdeiros da revolta de Seattle, em 1999, nos advertiram que uma globalização mais inclusiva era necessária?

Na inação e cinismo de dirigentes políticos e atores econômicos reside a semente do populismo que abala as instituições e corrói a democracia. E, sejamos honestos: a indústria da informação tradicional, formada por jornais impressos, rádios e TVs, não foi sensível o suficiente para perceber as mudanças em curso, cultivando seu declínio.

No caso do Brasil, como não reconhecer a corresponsabilidade desse setor, que não soube se libertar das armadilhas da polarização, participando do caos polí­tico e institucional entre 2013 e 2016 – que, lembre-se, resultou na eleição da extrema-direita e de Jair Bolsonaro?

Como os demais setores da vida econômica e social, a indústria da informação enfrenta uma franca mutação. Uma crise devastadora abalou jornais e revistas tradicionais e emissoras de TV e rádio no Brasil e no mundo, jogando profissionais na precariedade e comprometendo a qualidade da informação que você recebe. E, como de praxe, a produção da informação continuou concentrada no eixo Rio-São Paulo-Brasília, deixando de se abrir à pluralidade e à diversidade que as outras regiões do Brasil oferecem. 

Não por acaso, fake news e desertos de notícias prosperaram, limitando ainda mais o acesso à informação, com multiplicidade e qualidade, que habilita o indivíduo e a sociedade a melhor compreenderem o ambiente em que estão inseridos.

Essa situação é grave, e enfraquece os fundamentos do Estado Democrático de Direito no Brasil

Mas um cenário inovador e promissor emerge: o do jornalismo profissional e independente, vivo e vigoroso graças à energia de jovens jornalistas e de veículos digitais. Via de regra, são mais livres, mais transparentes, mais plurais, mais éticos e mais próximos do público, denunciando a cultura Casa-Grande e Senzala que ainda permeia nossa sociedade. Não bastasse, são veículos que compreendem melhor as dinâmicas do ambiente digital, seu potencial e suas armadilhas.

Esse ambiente de inovação do jornalismo independente, entretanto, tem menos visibilidade do que merece. Daí a criação de HEADLINE.

HEADLINE será a primeira plataforma de jornalismo independente do Brasil, uma coalizão de novos veí­culos digitais e de jornalistas independentes em favor de uma indústria da informação mais inovadora, mais interativa e mais inclusiva.

HEADLINE tem obsessão pelas novas formas de produzir e consumir informação. Mas tem, antes de mais nada, uma missão: a de buscar os melhores valores éticos do jornalismo. Este projeto traz em seu DNA o inconformismo, o mesmo sentimento que em outras épocas moveu Émile Zola, na França, Joseph Pulitzer, nos Estados Unidos, ou Cláudio Abramo, no Brasil. 

Como Pulitzer afirmou em seu célebre discurso de 1907, o jornalismo precisa servir a princí­pios cardeais: nunca tolerar a injustiça, lutar contra os demagogos, nunca pertencer ou se aliar a um partido, opor-se aos privilégios descabidos, apoiar os desfavorecidos. Além de ser, como diria o jornalista húngaro-americano, “drasticamente independente”.

Embora apartidária, HEADLINE não será apolí­tica, e celebrará a liberdade, a igualdade, a democracia, os direitos humanos, a integração global, assim como defenderá a diversidade sexual e de gêneros, de raças e etnias, de culturas, línguas e religiões. 

Eis o compromisso: aliar princípios fundamentais à busca da objetividade e da pluralidade, distinguindo fatos de opiniões. E valer-se da tecnologia para melhor difundir informação e fomentar o espírito crítico, que saberá inspirar os paladinos da democracia a transformar a sociedade para melhor.